Sem medo da verdade

Desde o mês de dezembro vem surgindo na imprensa noticias que nos dão conta que o MST, aderindo ao marketing, procura mostrar-se mais humano. Seus militantes não seriam mais aqueles hirsutos camponeses maltrapilhos brandindo foices, invadindo terras, saqueando, pilhando, seqüestrando, destruindo, desrespeitando a Justiça e a Polícia, agredindo e ameaçando fazendeiros. É o MST "paz e amor" que quer ganhar a simpatia da opinião pública.

MST "paz e amor"!

Alimentos para as periferias das grandes cidades

No final do ano o MST fazia chegar 'a imprensa, que não deu destaque ao fato, que iria fazer distribuição de alimentos produzidos em seus assentamentos nas periferias das grandes cidades.

Pelas vítimas do tsunami

Depois vieram os tsunamis e lá foram eles, os "bons meninos", levar sua contribuição para a campanha de socorro 'as vítimas, com produtos de sua produção.

Aprendendo junto com o Exército a construir casas "ecologicamente corretas"

Segundo notícias vindas do Rio Grande do Sul outro grupo de militantes do MST, desde a semana passada está trabalhando junto com o Exército na construção de salas que acolherão o Fórum Social Mundial. Nelas  estão sendo empregadas técnicas de construção alternativa inventada por uma ONG, O Instituto de Permacultura e Ecovilas da  Pampa, que deverão ser empregadas, depois, pelo MST em acampamentos miserabilistas e pelo exército em outras regiões, para cumprir sua "função social", segundo é desejo dos diretores da ONG promotora do mutirão. As estruturas são  montadas com troncos de eucalipto, paredes com taquaras e fundos de palha de arroz e cobertura de terra e grama sobre um plástico e uma lâmina de compensado. Segundo eles "são materiais disponíveis em diversas regiões do Brasil  e que dão desempenho térmico melhor que o da construção tradicional 'as casas"! Vejam nossos leitores onde chega o "ecologicamente correto".

Varrição em Fortaleza

Passando do Sul do país para o Nordeste, sem-terra vão fazer faxina em Fortaleza. Quinhentos integrantes do MST, bem nutridos pelas cestas básicas do Governo, serão treinados para trabalhar como voluntários, ajudando assim a prefeita petista recém eleita a livrar-se do grave problema da coleta de lixo naquela cidade. A Prefeitura arcará com o transporte, alimentação e hospedagem. Embora o trabalho seja voluntário, ninguém ousa falar em trabalho escravo! Além do que é feito pelos sem-terra, os "bons meninos" que estão acima da lei.

Pausa nas Invasões. Para não atrapalhar o companheiro Greenhalgh

Na esteira dessa estratégia está também uma pausa nas invasões até março, para não perturbar a eleição do Deputado Greenhalg, o advogado do movimento, 'a Presidência da Câmara dos Deputados, tornando-se assim o segundo na linha de sucessão do Presidente Lula, logo abaixo do vice José de Alencar. Assim, enquanto prometem e adiam sucessivamente o mês "vermelho"  desde novembro, o MST vai aproveitando para fazer promessas de "Paz e amor" para alimentar a militância e talvez ganhar alguns pontos junto 'a opinião pública.

Mostrando as garras!

Vejam, entretanto, esta outra realidade. A verdade sobre a invasão da Fazenda São Vicente, em Passira, Pernambuco, narrada pelo fazendeiro, Raymundo Wilson Barboza Braga e publicada pelo site Ternuma, em 31 de dezembro de 2004. É impressionante.

 

" Depois de aproximadamente um ano, devido às duas mortes dos integrantes do MST, eu e minha família estamos sendo acusados de adotar a prática de realizar despejos com grupos paramilitares, e de ter baleado um integrante do MST.

Meu nome é Raymundo Wilson Barboza Braga. Sou brasileiro, nordestino, pernambucano com muito orgulho, estudante e filho de um dos 3 donos da propriedade São Vicente, localizada no município de Salgadinho, que foi invadida em 2003 pelos integrantes do acampamento do MST Carlos Marighella. Sou mais uma das verdadeiras vítimas do terrorismo, junto com a minha família.

O MST invadiu e ocupou a Fazenda São Vicente por quatro meses. Nesse período, eles não sofreram nenhuma ameaça nem agressões por parte dos donos da Fazenda.

Logo depois da invasão, a minha mãe, irmã e tia foram obrigadas a entrar na própria casa para fazer a remoção forçada de seus pertences.

Existiam na casa duas armas QUEBRADAS (registro na delegacia de Salgadinho), as quais foram RETIRADAS PELOS INTEGRANTES DO ACAMPAMENTO, e devolvidas em seguida.

Meu pai foi obrigado a vender seus bois e cavalos, sob ameaça de que se ele não os vendesse, os perderia.

Nesse período de quatro meses, os integrantes do acampamento Carlos Mariguella ocuparam todas as dependências da fazenda, deixaram contas de água e energia elétrica altíssimas para meu pai pagar, destruíram todas as plantações da Fazenda, arrombaram o escritório do meu pai e roubaram tudo, inclusive vários livros manuscritos, que ele ainda não havia publicado; roubaram centenas de objetos da fazenda (lista dos objetos roubados na delegacia de Salgadinho), destruíram uma reserva florestal permanente que pertencia ao IBAMA (e estão sendo processados pelo IBAMA por isso), violaram um mausoléu dos antepassados do meu pai em busca de dentes e objetos de ouro, entre outras ocorrências.

Depois de quatro meses, meus pais conseguiram o mandado de reintegração de posse, e o meu pai gastou todo o dinheiro que conseguiu arrecadar com a venda dos bois e cavalos alugando vários caminhões para deixar os pertences dos sem-terra e os sem-terra onde eles queriam.

Quando o último caminhão estava saindo, uma integrante falou: -"A gente vai hoje mas volta amanhã..." Nessa mesma noite, eu e meus pais passamos a noite em nossa casa. No dia seguinte, e durante três dias consecutivos, eu e meus pais fomos aterrorizados pela guerra psicológica dos integrantes do acampamento Carlos Mariguella, que acamparam a uma distância de 300 metros da fazenda, num campo de futebol do povoado chamado Pedra Tapada, no município de Passira, que fica em frente à Fazenda São Vicente.

Entre outras ameaças, os integrantes do MST disseram que iam esquartejar meu pai e pendurar o corpo dele na porteira. Meus pais ficaram aterrorizados, e pediram ajuda a todos os juízes e delegados da região, os quais autorizaram escolta da polícia militar em tempo integral, até que os integrantes do MST parassem de ameaçar minha família.

Depois de 4 dias, os integrantes do acampamento Carlos Marighella tentaram reinvadir a Fazenda São Vicente, munidos de foices, facões, enxadas e armas de grosso calibre (chamadas garruchas). Fomos obrigados a defender a nossa casa, a nossa vida, a nossa integridade física, os nossos direitos civis garantidos pela constituição. Nessa tentativa de reinvasão, um dos integrantes do MST foi baleado.

Os integrantes do MST são totalmente responsáveis por esta ocorrência, pois foram eles que vieram, às centenas, atentar VIOLENTAMENTE contra mim e a minha família, e acabaram por ferir de raspão um de seus próprios integrantes.

Decorridos aproximadamente 3 dias dessa tentativa de reinvasão, eu e meus pais já estávamos completamente esgotados fisicamente e psicologicamente, devido às constantes ameaças dos integrantes do MST.

Nessa noite, a filha de um dos moradores antigos da fazenda veio correndo avisar que os integrantes do MST iriam reinvadir a fazenda por todos os lados, nessa mesma noite.

Nesse momento, eu disse para os meus pais que eles deveriam voltar para o Recife, mas eu continuaria ali, para defender a MINHA CASA. Mas eles disseram que o maior tesouro que eles tinham era eu, e nós fugimos da nossa própria casa, sob gritos histéricos de vitória no acampamento do MST. A partir deste dia, eu entrei em depressão profunda, mas já estou curado.

O fato é que eu e a minha família já estávamos com o documento de reintegração de posse nessa data; estávamos sob escolta da polícia militar em nossa própria residência, devido às ameaças do MST; a Fazenda está muito abaixo do limite mínimo de área para reforma agrária (a Fazenda tem 123 hectares); a propriedade está sob inventário (e não poderia nunca ser violada); nunca foi um latifúndio improdutivo; sempre ajudamos os moradores da fazenda, sem cobrar nada pelo que eles plantavam na propriedade; tínhamos todos os impostos e taxas da propriedade rigorosamente atualizados e pagos.

Agora, depois de aproximadamente um ano, devido às duas mortes dos integrantes do MST, ocorridas no município de Passira, eu e minha família estamos sendo acusados de adotar a prática de realizar despejos com grupos paramilitares, e de ter baleado um integrante do MST.

Desafio quem quer que seja a provar que tudo que eu falei não é verdade. Justiça seja feita, Excelentíssimo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva."

É possível acreditar nas boas intenções do MST paz e amor? Ninguém se iluda quanto aos reais interesses em todas essas ações benemerentes, está uma estratégica ação de marketing político. Para anestesiar a opinião pública, que já não pode mais ouvir falar em MST.

 Semmedodaverdade@terra.com.br



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