A mão de obra desqualificada e os Sem Terra

A mão de obra desqualificada e os Sem Terra

Em notícia publicada pela grande imprensa nacional, o professor José Pastore, da Universidade de São Paulo (USP), especialista na área de trabalho, mostra que toda vez que o país cresce 4,5% ou mais, falta mão de obra qualificada.

Como a previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro suba, este ano, entre 5 e 6%, os setores da construção civil e o agronegócio já estão bastante preocupados com a falta de mão de obra, que certamente também ocorrerá na saúde, em hotéis e até em alguns ramos da indústria.

Diante disso, penso principalmente nos primeiros dois, construção civil e agronegócio, onde a mão de obra exigida é de uma qualificação inferior, facilmente atingível por qualquer cidadão, mesmo que analfabeto, por se tratar da mão de obra braçal e talvez a menos qualificada, ou, pelo menos, uma das de menor qualificação do mercado de trabalho.

Por outro lado, centenas de estradas brasileiras estão repletas de acampamentos de “sem-terras”, em sua grande maioria, repletos de barracos vazios, onde os “moradores” só aparecem em dias de reuniões com as “lideranças” ou no dia da sua distribuição, para buscar a sua “bolsa família”, utilizada pelo governo do PT para controlar e manipular essa massa de manobra que na realidade não são sem-terras e sim desempregados urbanos com nenhuma ou com muito pouca qualificação profissional.

Ora, penso, temos a faca e o queijo na mão. Um país precisando da mão de obra de pequena ou nenhuma qualificação e o povo sem essa qualificação desempregado.

O que ocorre então para que não se resolva uma questão tão simples quando a necessidade é idêntica dos dois lados?

É a hipocrisia, a bandidagem política, onde o político, principalmente em ano de eleição, ao fornecer uma cesta básica para o desempregado e ainda prometer-lhe um pedaço de terra, passa como o “salvador da pátria”, o “boa gente”, o “homem do povo”, e tantos outros adjetivos, mas que na realidade está cuidando de seu único interesse, o voto.

É desse político podre, covarde, que o Brasil precisa se livrar, pois tanto a cesta básica quanto a promessa de assentamento desse desempregado, serão bancadas com dinheiro público, ou seja, o NOSSO dinheiro, mas após eleito, o roubo que este realizará, também do NOSSO dinheiro, será para o bolso, as sacolas, as cuecas, as pastas e as meias DELE, e não será repartido com nenhum de seus eleitores que continuarão debaixo da lona até a próxima eleição.

A qualificação profissional e a educação para todos, como prevista na Constituição, é o que se pode fazer de melhor por um povo e por seu futuro, mas isso não interessa a esse tipo de político que sabe que o povo culto, mais preparado, perceberá sua manobra e exigirá do Judiciário que o coloque onde ele deveria estar, na cadeia.

João Bosco Leal      -     www.joaoboscoleal.com.br

 


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