A realidade nua e crua:
O MST é um movimento a serviço do socialo-comunismo

O MST é um movimento de alto teor revolucionário, que afirma explicitamente em seus documentos querer tomar o Poder e impor ao Brasil o socialismo.

Tal movimento nasceu da ação da chamada “esquerda católica”, e é por ela impulsionado. Trata-se daqueles bispos, padres e leigos que resolveram deixar de lado a tradicional doutrina social da Igreja e adotar o marxismo, embora mantendo uma capa religiosa. Esse marxismo-religioso é conhecido também por “Teologia da Libertação”.

A principal organização de “esquerda católica” que atua no campo, impulsionando o MST e participando ela mesma de invasões da propriedade alheia, é a Comissão Pastoral da Terra (CPT), um dos braços mais atuantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O bispo D. Tomás Balduíno, presidente da CPT, afirmou, em entrevista ao Jornal dos Sem-Terra, que “o nome reforma agrária é apenas aceitável; na verdade o que se busca é mais uma revolução agrária”.

O MST confessa que visa tomar o poder por meio da luta de classes e impor um regime socialista ao País

João Pedro Stedile, um dos fundadores e coordenadores do MST, declarou formalmente:

"Nunca negamos o caráter socialista do Movimento" ("O Est. de S. Paulo", 5-6-94).

O VI Encontro Nacional do MST (pois eles também têm seus encontros nacionais...), realizado em Piracicaba (SP), em fevereiro de 1991, aprovou o "Documento Básico do MST", feito evidentemente por intelectuais marxistas que nada têm de sem-terra.

Logo na "Apresentação" está dito que esse é "o documento mais importante da vida interna do MST". Aí lemos que camponeses e operários devem unir-se para tomar o poder. E que a Reforma Agrária é um meio para isso:

"Também aos operários interessa a realização da Reforma Agrária... pelo caráter político da aliança com os camponeses para a tomada do poder" (p.20).

Ou seja, o verdadeiro fim é tomar o poder político. Para alcançá-lo, o método indicado é a velha luta de classes marxista:

"Impõe-se a necessidade de transformar as lutas pela terra em lutas massivas e permanentes, com caráter classista" (p.20).

"É necessário que todas as lutas específicas dos trabalhadores rurais e dos operários avancem enquanto organização, articulação e enquanto luta de classe" (p.24).

E a tomada do poder, através da luta de classes, destina-se a impor ao País o socialismo:

"As ocupações e outras formas massivas de luta pela terra vão educando as massas para a necessidade da tomada do poder e da implantação de um novo sistema econômico: o socialismo!" (p.20).

As famílias de camponeses sem-terra devem ser instrumentalizadas pelo MST para obter o controle do Brasil rural

As invasões desta ou daquela fazenda em concreto, interessam ao MST enquanto meio para essa luta política socialista e o controle total da sociedade; e não para beneficiar as famílias dos sem-terra. Para esse fim, devem ser instrumentalizados os camponeses:

"As lutas por terra, isoladas e específicas, que visam apenas resolver pequenos conflitos sociais de grupos de famílias, precisam ser melhor articuladas, de forma a se tornarem massivas e adquirirem um caráter social mais abrangente e um significado político transformador, superando a natureza de conflito localizado e corporativo... cabe-nos a tarefa de ampliar o controle dos trabalhadores sobre as áreas férteis, sobre a produção, sobre a comercialização de nossos produtos e, também, o controle na agroindústria" (p.23).

O MST quer conquistar as terras produtivas

Para algum ingênuo que ainda acredite que os sem-terra só querem invadir terras improdutivas, o documento é explícito:

"Avançar na conquista das terras produtivas... garantir que os trabalhadores conquistem as melhores terras" (p.25).

O MST quer apoiar a Revolução em todos os setores e na América Latina toda

O MST visa uma ação revolucionária concertada em todos os setores de atividade e na América Latina toda:

"Garantir que nossa base (acampada e assentada) faça mobilizações e ações políticas em solidariedade contra todo tipo de repressão, prisões etc. cometidas contra a classe trabalhadora no Brasil e na América Latina" (p.29).

Como a opinião pública não acompanha a doutrina do MST, é preciso que este vá agindo aos poucos, por etapas

As invasões de terras são apenas uma primeira etapa de um processo crescente:

"As formas de luta devem ser gradativas e crescentes, seguindo um plano de ação com objetivos claros e com um determinado calendário" (p.30).

O ponto fraco do MST até o momento tem se revelado a conquista da opinião pública. Como as invasões são antipatizadas pelo geral da população, a luta não está conseguindo todo o desdobramento que os líderes almejam. Exemplo de tentativa fracassada de sensibilizar a opinião pública foi o chamado "Grito da Terra" e tantas outras manifestações em diversas partes do País.

Sobre a tentativa do MST de conquistar a opinião pública, vejamos:

"Levar a luta pela terra e Reforma Agrária para as cidades, para que seja assumida pelos trabalhadores urbanos em geral e consiga sensibilizar a opinião pública para nossa causa" (p.30).

"Desenvolver novas formas de comunicação de massa, como programas de rádio, alto-falantes, propaganda, folhetos, panfletos etc. para manter a massa informada.... As atividades de propaganda devem ter como objetivo a difusão, persuasão e formação política em torno do nosso projeto" (pp. 41/2).

Esse distanciamento da opinião pública, no que diz respeito às invasões de terras, parece fazer parte de uma ojeriza muito ampla, da população em geral, em relação aos empreendimentos da esquerda quando eles se mostram muito claramente.

Tal ojeriza levou a que partidos comunistas, não só no Brasil mas pelo mundo todo, mudassem de nome e procurassem disfarçar seus programas, a fim de tentar diminuir o distanciamento em relação ao povo que falsamente diziam representar.

É ela também quem tem levado partidos ou associações comunistas ou comunistizantes a apresentarem-se maquiadas com as cores da moderação.

Assentamentos e acampamentos do MST são "laboratórios" para formar militantes socialistas. Devem ser coletivistas e comunitários

Os acampamentos do MST são verdadeiros laboratórios para formar os camponeses nos moldes da ideologia socialo-comunista dos líderes, conforme fica claro no citado "Documento Básico do MST":

"Desenvolver processos massivos de formação, envolvendo numa única atividade o maior número de pessoas nos assentamentos e acampamentos do MST, a exemplo das experiências do 'laboratório de campo' e dos cursos massivos já desenvolvidos" (p.47).

"Os monitores dos cursos deve ser verdadeiros 'dirigentes-formadores' que dominem a realidade, conheçam as linhas políticas do MST... e tenham uma prática que os credencie politicamente com os militantes-alunos" (p.49)

Os acampamentos e assentamentos do MST são de fato tentativas de "educar" para o socialo-comunismo. Eles visam ser "comunitários", "coletivistas", "autogestionários" etc.

A aplicação dos princípios socialistas nessas comunas de sem-terra só não é feita com maior radicalidade devido à resistência das próprias bases do Movimento, que não se adaptam a um regime tão antinatural como o de Cuba ou da ex-URSS.

Já em janeiro de 1985, o I Congresso Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra reivindicava:

"Que o uso das terras seja comunitário, mas não obrigatório, estimulando as formas coletivas. No caso da posse coletiva, quando alguém deixar a posse, a terra deve ser repassada para a coletividade com todas as benfeitorias". (Marcelo W. Paiva, "Reforma Agrária, Necessidade Urgente", Edições Paulinas, 1988, p.35).

Doutrina intensiva até de crianças

As próprias crianças devem ser intensamente doutrinadas. A alfabetização deve ser um meio para essa doutrinação:

"Transformar as escolas de 1º grau dos assentamentos em instrumentos de transformação social e de formação de militantes do MST e de outros movimentos sociais com o mesmo projeto político" ("Documento Básico", p. 50).

Um Estado onipotente deve prover a todas as necessidades

Outro aspecto fortemente socialista do MST é a exigência contínua de que o Estado faça tudo, dê provisão a tudo etc. São reclamações infindas para que o Estado desaproprie terras, para que divida os lotes, para que dê condições totais de trabalho, apoio etc.

Toda a história do desbravamento de nosso hinterland é inteiramente outra. Foi a iniciativa privada que principalmente se moveu, desde o tempo da Bandeiras, povoando e tornando produtivo nosso interior. O Estado exerceu apenas uma ação subsidiária e pouco expressiva.

O número de terras públicas e devolutas por este Brasil afora continua enorme. Por que não fazer o mesmo que fizeram nossos maiores? Por que essa dependência omnímoda do Estado, como uma criança de sua ama ou o escravo de seu dono?

Tal idéia estatizante da agricultura é profundamente prejudicial ao País e aos próprios interessados em terras. Tudo quanto depende de institutos ou repartições oficiais é necessariamente moroso e pouco eficiente, quando não é diretamente calamitoso.

"Tribunais" do MST para aplicar correções disciplinares a quem transgredir os "segredos", ou não aceitar um regime de vida de tipo marxista

Além do citado "Documento Básico" do MST, há também um outro documento intitulado "Disciplina". Trata-se de um "Regulamento aprovado pela Coordenação Nacional" do MST em janeiro de 1992, com penalidades para quem não obedeça. Visa habituar os militantes a viver, na prática, num regime de tipo marxista. Logo na "Apresentação", encontramos:

"O MST é um movimento de massas... na busca de conquistas práticas e por ideais socialistas".

E na p.7: "A disciplina se fundamenta na consciência política e na educação socialista dos militantes, para compreensão do seu dever revolucionário".

E na p. 9: a disciplina se obtém "educando os militantes no estudo da ciência da dialética, da economia política e da luta de classes".

Esta concepção do MST parece inspirar-se nas obras do General russo Dmitri Volvogónov, especialista em matéria de educação ideológica e moral, referente a problemas de preparação política e psicológica dos militares soviéticos.

Faz parte da disciplina do MST "proteger os segredos da organização", "cumprimento estrito das decisões tomadas pelo coletivo", "correções disciplinares". Para julgar e corrigir as falhas de seus membros, os disciplinadores podem instituir verdadeiros tribunais:

"O mecanismo de correção é uma espécie de 'Tribunal' que vai analisar, investigar e julgar se houve erro ou não" (p.20). Para não haver dúvida do que se trata, o texto compara tais tribunais nada menos do que ao Poder Judiciário: "Toda organização social tem esse mecanismo. No caso da sociedade como um todo, existe o Poder Judiciário".

Um movimento semi-clandestino, no qual entra muito dinheiro

Depois de tudo quanto vimos até aqui, fica longe a idéia de um movimento de pobres para ajudar os camponeses que não têm terra. Trata-se de uma verdadeira máquina a serviço da ideologia comuno-socialista, buscando tomar o poder político para impor ao País o sistema de vida rejeitado na ex-Uinão Soviética.

Ademais, o movimento atua como uma "organização semi-clandestina" ("Jornal da Tarde" 31-5-94). De fato, nunca se sabe onde vão invadir nem quando. Os próprios militantes não são informados com antecedência.

A própria "contabilidade é misteriosa" (idem). Quanto dinheiro recebem? Como o aplicam? Ninguém sabe.

"A existência jurídica do MST é um mistério. Publica um jornal mensal com 30.000 exemplares, mas não tem registro jurídico, conta em banco nem propriedades em seu nome. Recebe contribuições do Brasil e do Exterior.

Tem escritório em Brasília que faz pesquisa em órgãos públicos para detalhar a situação jurídica da área a ser invadida" ("Veja", 1-6-94)

O MST consegue dinheiro como pode, no Brasil ou no Exterior. Sobretudo entidades ligadas à esquerda "católica" internacional, como a Misereor e outras enviam altas somas.

A revista "Veja" (5-5-93) denunciou que o MST tem um orçamento de meio milhão de dólares, provindo de "campanhas para receber doações e da filantropia de entidades estrangeiras".

Note-se, de passagem, como fica caro um assentamento de Reforma Agrária!

No Brasil, a esquerda "católica" está continuamente fazendo campanhas para obter víveres, materias, dinheiro etc. para os sem-terra.

Apesar de tudo quanto se tem dito sobre as fontes de recursos do MST, não conhecemos qualquer publicação de balanço ou de abertura de suas contas à verificação do Governo.