Esquerda "Católica"
é a verdadeira "alma" do Movimento Sem Terra

A Voz autêntica da Igreja

"Nem a Justiça nem o bem comum consentem em danificar alguém nem invadir sua propriedade sob nenhum pretexto", disse João Paulo II, quando de sua visita ao Brasil em 1991.

"Ao Estado - prosseguiu o Pontífice - cabe o dever principalíssimo de assegurar a propriedade particular por meio de leis sábias" ("Folha de S. Paulo", 15-10-91)

A opinião pública já se habituou ao fato de que, sempre que se ouve falar em invasões, há por detrás delas um padre, quando não um Bispo. E de modo geral a CPT (Comissão Pastoral da Terra), órgão diretamente ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está em todas. Documentos não faltam a respeito.

Este é um ponto-chave para se entender o Movimento Sem Terra: o papel da esquerda dita católica.


No Brasil, a Revolução atéia não tem chances de conqustar a opinião pública. Importância da esquerda "católica" para arrastar a Nação ao socialo-comunismo

O MST nasceu da esquerda católica, e em boa medida é por ação dela que ele se sustenta tanto doutrinária quanto materialmente. Pode-se dizer que a esquerda católica é a alma do MST.

É fácil entender que tal tenha sido assim, pois, apesar de toda nossa decadência religiosa e moral, o Brasil ainda é um país de população católica largamente majoritária.

Daí, para mover o Brasil, nada mais necessário do que atuar com base em argumentos religiosos, verdadeiros ou falsos. É o que fazem líderes do MST, argumentando com base na heresia "progressista".

Assim sendo, o processo de infiltração socialo-comunista que se fez na Igreja, e que deu origem à chamada esquerda católica, correspondeu aos mais altos interesses da subversão em nossa Pátria.

O socialo-comunismo ateu e descabelado tem pouca garra sobre o conjunto da população. Travestido em religioso, suas possibilidades de êxito crescem consideravelmente.

Daí a constante utilização das Escrituras Sagradas para "justificar" invasões. E mesmo para amolecer as resistências morais de tantos proprietários, também eles católicos, aos quais o socialo-comunismo "religioso" acusa de estar usufruindo indevidamente suas propriedades.

Embora apresentando-se freqüentemente como se fosse a Igreja, a esquerda "católica" de fato não segue os ensinamentos tradicionais dos Papas em matérial social, os quais constituem um monumento vivo de como se deve pensar e agir nessa matéria.

Sem meios de aprofundar a verdadeira doutrina da Igreja, os proprietários muitas vezes têm seu ânimo arrefecido por efeito mesmo daquilo que deveria constituir sua maior resistência moral: sua catolicidade.

O MST nasceu da esquerda católica

No livro "A luta pela Terra no Brasil", agosto/93, Frei Sergio Antonio Grogen, OFM, (da CPT e ligado ao MST) e João Pedro Stedile, após historiar algumas invasões isoladas, havidas até 1981, dizem:

"A partir de 1981, passaram a acontecer encontros entre as lideranças dessas lutas localizadas. Esses encontros eram promovidos pela Comissão Pastoral da Terra" (p. 30).

O MST, tendo sido fundado em 1984, sua organização dependeu largamente do "trabalho pastoral da igreja católica, através da CPT e das pastorais rurais, que passaram a conscientizar os camponeses sobre seus direitos à terra, despertando-os para uma visão da realidade não mais submissa e conformada, como era antes pregado pela igreja tradicional. Esse trabalho teve uma influência enorme entre os camponeses, na conscientização da necessidade de organização" (p.33).

Também o livro "Reforma Agrária, Necessidade Urgente", bate na mesma tecla:

A partir de 1981 os sem-terra "passaram a organizar, dentro do Sindicalismo Rural, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, amplamente apoiados pela Igreja católica" (p.31).

"Os trabalhadores rurais, através do Movimento dos Sem-Terra e com o apoio da Igreja, foram se apossando de terra ociosas" (p.39).

Vejamos ainda mais duas citações que deixam clara a origem do Movimento Sem Terra. Diz o texto-base da Campanha da Fraternidade (CNBB-1991):

"Surgiram na sociedade brasileira os movimentos populares, sobretudo nas cidades, e muito ligados à Igreja Católica, especialmente às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) ... Hoje eles continuam muito fortes em certas áreas como a do solo urbano e rural (movimento de moradia e dos sem-terra)" (p.48).

Os "Cadernos de Estudos-CPT" publicaram um livreto de Sérgio Sauer ("Inserção e Prática Pastoral das Igrejas, Acampamentos e Assentamentos", 1993, Ed. Loyola) onde se mostra que a CPT utiliza a análise marxista em sua atuação no campo brasileiro:

"O processo de inserção dos agentes de pastoral das igrejas na problemática do campo é progressivo. Quando os representantes das igrejas aplicam a análise do método marxista são interpelados pelo confronto: a pessoa e o objeto..." (p. 18).

"A CPT atuando nos momentos agudos dos conflitos, caminhando junto no cotidiano das lutas populares, ela tem sido a materialização da presença do transcendente" (p. 57).

Ou seja, é o apoio da religião ["transcendente"] às chamadas "lutas populares" de caráter marxista.

O mesmo livreto acentua que a "ação pastoral" da CPT visa a imposição de um "poder popular" de caráter autogestionário. A autogestão, essa modalidade exacerbada de socialismo, constava já da Constituição da ex-URSS como sendo a finalidade a ser atingida pelo comunismo.

"A construção do Reino de Deus se dá na luta comunitária por libertação econômica, política, ideológica e religiosa dos oprimidos, através da militância pastoral profética do próprio povo oprimido... a ação pastoral busca contribuir através da construção do poder popular e de relações autogestionárias" (p. 59).

O MST depende da esquerda "católica" em praticamente tudo: sedes, doutrina, sustentação financeira

A íntima conexão do MST com a esquerda "católica" é bastante conhecida. Citamos apenas alguns documentos exemplificativos:

"A sede do MST funciona num conjunto de salas emprestadas pela Igreja num edifício no bairro de Perdizes, em São Paulo". Ademais, o MST é "nascido em comunidades da Igreja".

Um dos principais líderes visíveis do Movimento, José Rainha Jr., "depois de freqüentar as comunidades de base da Igreja Católica, aderiu ao Movimento dos Sem-Terra". Um dos fundadores do Movimento e líder muito propagandeado, João Pedro Stedile, atualmente formado em economia, "foi seminarista" ("Veja", 1/6/94).

João Pedro Stelile afirma que a "abordagem socialista [do MST] está relacionada com os princípios da Igreja Católica" ("O Estado de S. Paulo", 5-6-94). Ele diria uma verdade se, em lugar de Igreja Católica, dissesse "esquerda católica".

Além do que recebe de instituições estrangeiras ligadas à “esquerda católica”, dos “pedágios” cobrados em função das verbas governamentais que visam beneficiar os assentamentos etc., a mais nova fonte de benefícios para o MST é o Programa Fome Zero, que tem abastecido os sem-terra com grande quantidade de cestas básicas. Não se trata de um benefício apenas para diminuir a pobreza, mas sobretudo para manter o MST atuante e invadindo terras. Segundo o superintendente do INCRA no Estado do Piauí, Padre Ladislau João da Silva, a distribuição de cestas “é uma ajuda para que os trabalhadores e trabalhadoras resistam na luta pela terra” (Meio Norte, Teresina, 30-4-03).

As afinidades do Presidente Lula com o MST, na ótica de Frei Betto

Como tem sido largamente apontado, o governo até agora se limita a afirmações retóricas de que não permitirá a ninguém que atue fora da lei, mencionando sempre em pé de igualdade os “sem-terra” e os ruralistas, numa indevida equiparação entre os violadores sistemáticos da lei e aqueles que vivem ordeiramente de seu trabalho. Ora, as ameaças e atos do MST já constituem crimes previstos no Código Penal, e, entretanto, nada se faz para punir os responsáveis nem para impedir que estes prossigam suas ações. A explicação para essa omissão governamental (alguns falam até mesmo em conivência) parece ser apontada por Frei Betto, amigo de Lula e assessor especial da Presidência: “O presidente tem uma cabeça afinada com as aspirações sociais do MST (...) o fluxo de diálogo entre o MST e o governo sempre foi excelente. Esse encontro [em que Lula colocou o boné do MST] apenas manifestou algo que no dia-a-dia já vinha acontecendo” (idem, 5-7-03).

Como única reação, o governo fala em acabar com os conflitos no campo. Que conflitos? Na verdade, não existem verdadeiros conflitos. Há, isso sim, invasões criminosas de terras particulares. Seus proprietários não têm atacado ninguém, apenas certo número deles manifesta intenção de defender-se. Será isso “conflito”? Enquanto os invasores são absolvidos, para não se “criminalizar” os “movimentos sociais”, pretende-se agora criminalizar os que buscam defender-se.

Em meio a esta tensa situação de ataque à propriedade privada, corre no Congresso Nacional o projeto de desarmamento dos homens honestos. Por que tão inexplicável pressa em suspender o direito às armas legais de fazendeiros, proprietários urbanos e de todos quantos trabalham honestamente para ganhar seu pão? Só se for pelo desejo de deixá-los à mercê dos invasores, dos bandidos e demais marginais que proliferam à sombra da impunidade.